Com o coração aberto

Há uma imensa magia, uma imensa sabedoria,
olhar o outro,
e receber o que ele nos dá,
naquele momento,
com o coração aberto.

Quando confiamos, quando sabemos que não precisamos de amarras,
apenas podemos receber,
e assim, podemos nos doar,
com amor, com alegria e liberdade,
porque aquele momento é eterno,
é completude,
é integração.

A cada sorriso,
a cada momento passado juntos,
ou distantes,
com saudades,
vivendo com intensidade
a paz que desfrutamos em nós,

Até, talvez, possamos esquecer por um momento,
as expectativas,
e simplesmente deixar
que nossos corações
se orvalhem com a presença do outro,
dentro da gente.

do meu amado "Anônimo".

A Intensidade da Paz


Como pode a Paz e a Paixão andarem juntas?

A paixão é fogo, é ânsia, é frenesi. A paixão cega nossa mente e desarma nosso corpo. A paixão causa uma guerra dentro dos nossos corações, mesmo que uma guerra adorável. Olhos, mãos, boca, peito, pele, todos disputam energia, e a mente pouco se importa, porque ela também está na competição. Todos juntos, competindo e compartilhando.

Já a paz é calmaria, é segurança, é desapego. A paz ilumina nossa pele e desarma nossa mente. A paz causa uma festa nos nossos corações, uma agitada festa, quase sem barulho e sem movimentos. O corpo sente-se completo e unificado, da mente à pele, e todos os órgãos respiram no mesmo ritmo. Todos juntos, coordenados e independentes.

Paz e Paixão andam juntas quando a primeira deixa-se agitar, mas sem agonia, e a segunda deixa-se acalmar, mas sem medo de morrer. E por conta disso, a Paz torna-se intensa (mas a Paixão não perde sua força). E se você não consegue visualizar o que é a intensidade da Paz, mas gostaria, reserve algum tempo sozinho, e descarte a necessidade de que alguém venha te trazer a Paz (porque ela tem que estar dentro de você), e desarme-se para a Paixão. Quando a Paixão chegar, e encontrar a Paz, seu corpo e sua mente enfim estarão completos, e você saberá o que é o Amor.

Dicas de Felicidade

Algumas frases ilustradas do blog do Ceó (http://frasesilustradas.wordpress.com/)





Paixão


Estou apaixonada! Não exatamente por uma pessoa de carne e osso. Minha paixão é por um sonho, por um estado de espírito, por algo completamente meu. E é meu, porque minha paixão é posse, uma doce posse, que não limita ou agride, apenas admira e cultua, como uma criança encantada com seu bichinho de estimação.
Estou apaixonada pelo que poderia vir a ser realidade, se assim o destino quisesse. E esperando pela decisão do destino, eu sonho mil e uma noites perfeitas. Noites à meia luz, noites de lua cheia, noites de chuva, noites de sono profundo. E dias ensolarados, dias perfumados, dias festivos.
Porque eu amo mesmo é estar apaixonada.

As aparências enganam

Quando conheci Léo* ele trabalhava na biblioteca da universidade, tinha vários percings pelo corpo, cabelos espessos caindo sobre os olhos, roupas sempre pretas e acessórios de metal. Léo também tinha um delicioso humor negro e um gosto musical impróprio para menores. Léo fazia questão de dizer que era mau, muito mau. Mas, para mim, Léo era um doce de pessoa, corretíssimo e incapaz de fazer mal a uma formiga, e ficava indignado quando eu lhe dizia isso.

- Léo, você não me engana. Você é um anjo de candura!
- Eu não sou um anjo, eu sou mau p**r*!! Mau, grummmmmmm!! (mas falava baixinho, para não atrapalhar os leitores da biblioteca)
- Que bonitinho você rosnando!! Mas não me convenceu. Léo, você é o Buda do metal.
- Droga!

Graças a Léo, eu entendo Marilyn Masson, e até me divirto com ele.


Poucas pessoas me causavam tanto medo quanto Nina**. Nina tinha fala macia, os gestos delicados, e uma expressão cândica. Nina não poupava carinho para crianças e velhinhos, e se envolvia emocionalmente com os problemas dos outros como se fossem mais seus do que de outra pessoa. Nina também cultivava uma bela virgindade, como uma vistosa samambaia que decora a entrada de um casarão. Mas, atrás daquela candura toda, eu via muita dissimulação. Mal sabiam as pessoas ao redor que Nina dominava técnicas de sedução que deixavam seus namorados subindo pelas paredes. E ela era fiel a todos, simultaneamente. Nina aprontava horrores, e quase sempre eram as pessoas que as acompanhavam que pagavam o pato. Afinal, quem foi o psicopata que levou aquele anjo para aquele lugar?
Quando Nina finalmente casou, fez questão que seu marido afirmasse em público que ela era imaculada até a lua-de-mel. E eu pensei:
- É muita crueldade! Imagina o que os ex-namorados dela não sofreram para ela chegar até aqui assim?

* Mudei o nome do Léo porque acho uma pena todos saberem que ele não é tão mau.
** Mudei o nome da Nina porque acho um perigo eu saber que ela não é tão boa.

Chegando...


Fonte: http://depositodocalvin.blogspot.com/

Descomplicando


Marla, sempre Marla, textualizando meus pensamentos. E esse caiu perfeitamente para uma fase que eu decidi viver. Não à auto-sabotagem.

"Prometeu a si mesma: Não me caberá mais nenhum drama. Só terei esperanças e perspectivas.
Quando algo ensaiar doer, sentirei sono porque acordo cedo no dia seguinte.
Quando um amor ameaçar acabar, lavarei a louça enquanto espero a champagne gelar.
Sempre haverá essa espera por finais: De semana, de campeonatos, de novelas.
Tudo será esperança de um final eterno desse drama.

(E seguiu comendo os louros que deveria apenas colher...) "
Marla de Queiroz

Chuvinha Boa

Não sei porque dias de chuva fraquinha me deixam feliz. Parece que o céu está lacrimejando de alegria, calmamente, curtindo a emoção de uma boa notícia recém contada.
O tempo não é frio, ou quente, é apenas confortável. O céu ainda é claro, e o verde das árvores parece mais vivo.

Para dias assim, eu recomendo um perfume suave e agradável, uma roupa colorida, planos para o fim de semana, e um papo descontraído logo no café da manhã.

Sintomas de Leveza

Você sabe o que é leveza?
Não é apenas uma questão de atitude, mas de estado de espírito.

Quando você está leve, não é uma beleza estonteante que se transmite, mas uma beleza discreta e suave, como a das flores naturais. Quem te encontrar pode até não sentir um desejo incontrolável por você, mas vai apreciar sua presença, porque pessoas leves costumam ser agradáveis.
Quando você está leve, as outras pessoas não passam a ter menos ou mais importância para você, apenas são reconhecidas pelo papel exato que desempenharam em sua vida, porque pessoas leves quase sempre são práticas.
Quando você está leve, nenhuma paixão avassaladora é capaz de turvar seus pensamentos, porque pessoas leves sabem que o verdadeiro amor é calmo e seguro, sejam quais forem as dificuldades, e que diversas formas de amar podem ser vividas simultaneamente, sem que a alma se sinta sobrecarregada, e sim gratificada.
Quando você está leve, nenhuma angústia ou frustração causa redemoinhos na suas têmporas, porque pessoas leves conseguem focar na transição dos fatos, e não no peso que elas aparentam.

Quando você está leve, entende que não há fórmulas para estar ou ser leve. Apenas olha para dentro de si, e abre a escotilha das complicações, porque pessoas leves fazem questão de sorrir por dentro. Se os outros percebem esse sorriso por fora, foi por pura distração. As escotilha era larga, e um pouco de alegria também escapou.

Seja leve. Abra a escotilha.

É sorte?


Há gente que morre de rir das encrencas em que me meto (eu inclusive). São tantas histórias hilárias, outras nem tanto, que posso dizer que alguns posts já estão garantidos.
Infelizmente há também as histórias tristes, que também rendem posts, mas que me machucam e fazem meu investimento com cremes ir para o ralo. Perder dinheiro sempre faz as coisas parecerem piores.

Relevar

Conversando com uma amiga esta manhã, ela me lembrou algo que já havíamos concluído, sobre algumas mágoas que pessoas queridas podem nos causar: Releve. É a maior demonstração de amor que você pode dar a esta pessoa.

De fato, relevar é um caminho rápido e calmo, mas apenas se você libera, de fato, seu coração da necessidade de desculpas, de mudança de atitude e do arrependimento da outra parte. Caso contrário, relevar pode se tornar um ato mais doloroso que protestar, porque você guarda a mágoa no seu peito, esperando para descartá-la apenas quando suas necessidades forem atendidas. Enquanto isso, ela cresce como uma erva daninha.

Eu ainda não consigo relevar algumas mágoas, justamente porque partem de pessoas queridas. Embora elas possam ser categorizadas como "releváveis", meu coração não abre mão da mudança de atitude, porque são mágoas recorrentes.

Gostaria de ter uma resposta para este impasse dentro de mim, mas não tenho. Acho que o problema é o amor ser uma via de mão-dupla, e ninguém pode guiar em duas mãos ao mesmo tempo. Também não adianta que o outro lado ande na sua mão se os faróis estiverem apagados.

Minhas impressões

Ontem inaugurei meu Twitter, e animada publiquei 7 frases de uma vez só. Todas breves reflexões que têm passado por minha mente no dia-a-dia. Daí tive medo de que algumas parecessem frases prontas, daquelas feitas para ensinar ou criticar pessoas, e de que isso também acontecesse aqui, neste blog.

Quem sou eu para ensinar coisas a alguém, e muito menos para criticá-las? Se alguém também teve essa impressão, não me leve a mal.

Eu adoro sim analisar pessoas, é quase um hobby, mas sem a intenção de julgá-las ou sugerir mudanças em suas vidas. Eu apenas gosto de imaginar como elas são, e como sentem, e textualizar essa impressão. Adoro atribuir adjetivos a pessoas e situações, mas pela poesia das palavras, não do julgamento. Isso é típico de pessoas que cresceram em pequenas comunidades, onde todo mundo se conhece e se observa constantemente. Por outro lado, não suporto pessoas intrometidas e mexeriqueiras, que pré-julgam ou tripudiam. Isso também acontece a algumas pessoas que cresceram em pequenas comunidades, onde todo mundo se conhece e se observa constantemente.

Resumindo, entendam o que escrevo como uma impressão pessoal do mundo que me cerca, apenas.

Isso foi uma justificativa que ninguém me cobrou, fruto de alguma insegurança exclusivamente minha. Mas já tá passando.

Paixões de Abril

Abril se aproxima do fim, e deixa lembranças de muitas histórias. Histórias de amor profundo, de paixonites agudas, de reflexões e de muita coragem. Nao me refiro apenas às minhas histórias (até porque nao suportaria tantas emoções em um só mês), mas também às histórias de amigos.

À história de alguém que está suspirando de felicidade pelos cantos, e transparece uma beleza feminina típica das mulheres bem amadas. Ela, no seu novo cantinho, e ele, doce invasor, ocupando cada vez mais espaço na sua vida.

E à história de outro alguém, que se permitiu um encontro rápido e certeiro, sem cobranças ou nóias, e descobriu olhos e olhares. Se foi um amor passageiro, ou será algo mais denso, só o destino sabe. Mas valeu pela massagem na alma.

Tambem à história de alguém que está confuso com seus objetivos, seus desejos, seus sentimentos, mas, acredito eu, tem ânsia de viver sem tantos questionamentos. Esse alguém tem procurado um amor redentor, a esmo, mas ainda não percebeu que esse amor não pode vir de fora, mas deve sair de dentro dele. Um amor tão grande que nao cabe no seu próprio corpo.

E finalmente, à história mais linda desse mês. A de uma guerreira forte e imponente, disfarçada no corpo de uma mulher meiga e suave. Uma pessoa que enfrenta seus oponentes com um sorriso contagiante no rosto, e atravessa obstáculos com gargalhadas e muita espiritualidade. Alguém que nasceu para vencer qualquer batalha, porque possui uma qualidade que todos nós deveriamos ter: o amor acima de todas as coisas.
Nada me causa medo quando estou ao lado dessa pessoa, porque ela está cercada de luz por todos os lados.

Pra celebrar tantas histórias, Geraldo Júnior, e sua Paixão de Abril.

Recordações de Saramago

"Somos a memória que temos, sem memória não saberíamos quem somos. Esta frase, brotada da minha cabeça há muitos anos, no fervor de uma das múltiplas conferências e entrevistas a que o meu trabalho de escritor me obrigou, além de me parecer, imediatamente, uma verdade primeira, daquelas que não admitem discussão, reveste-se de um equilíbrio formal, de uma harmonia entre os seus elementos que, pensava eu, contribuiria em muito para uma fácil memorização por parte de ouvintes e leitores. Até onde o meu orgulho vai, e apraz-me declarar que não chega muito longe, envaidecia-me ser o autor da frase, embora, por outro lado, a modéstia, que também não me falta de todo, me sussurrasse de vez em quando ao ouvido que tão certa era ela como afirmar com toda a seriedade que o sol nasce a oriente. Isto é, uma obviedade. "
José Saramago

É óbvio, mas não deixa de ser genial. Uma obviedade única.

Sintomas de PAZ interior

Mais um texto lindo, encontrado no blog do Jorge Brunazi, que eu nem conheco pessoalmente, mas vivo visitando.

Sintomas de PAZ interior

- Tendência a pensar e agir espontaneamente ao invés de baseado no medo e nas experiências do passado;

- Uma habilidade imensa de valorizar e aproveitar cada momento;

- Perda pelo interesse de julgar pessoas;

- Perda pelo interesse de interpretar a ação alheia;

- Perda pelo interesse de participar de conflitos;

- Perda da habilidade de se pré-ocupar;

- Frequentemente dominado por episódios de imensa apreciação;

- Sentimentos de satisfação pela conexão com os outros e com a natureza;

- Frequentes ataques de sorrisos;

- Uma incrível tendência a deixar as coisas acontecerem ao invés de forçá-las a acontecer;

- Uma incrível suscetibilidade ao amor recebido de outros, tanto quanto à incontrolável necessidade de estendê-lo ao próximo.

Já fiz meu checklist. Digamos que meu nível de paz esteja aproximadamente 70%, o que já é muito bom, dado os constantes fatores de stress. C'est la vie.

Vai e volta

Não estou exibindo este vídeo para debater crenças. Tenho a ideologia de que crença não se discute (eu posso até questionar uma religião e seus fundamentos, mas não a crença que as pessoas têm nela).

Estou exibindo este vídeo para que vocês percebam como é intenso o trânsito Brasil-França, mesmo no plano espiritual.

Imaginem se a TAP investisse esse nicho de mercado. As almas reencarnadas fariam uma escala em Portugual, e mais coisas estranhas aconteceriam, como Maria Antonieta (rainha da França), que foi Carlota Joaquina (rainha de Portugual) antes de voltar como Luma de Oliveira (rainha de bateria).

Amor sem restrições

Ultimamente tenho refletido bastante sobre o amor, especificamente o amor entre familiares.

Pra mim, este tipo de amor deveria se enquadrar na categoria "Sem restrições de uso". Aliás, toda forma de amar deveria se enquadrar nesta categoria, mas o que vejo na realidade é que sempre há "poréns" para que expressemos nossos sentimentos.

O texto abaixo foi retirado de um blog português que vejo regularmente. Um bom momento de reflexão para todos.

“O amor e a compaixão são necessidades e não um luxo. Sem elas, a humanidade não consegue sobreviver.”
Dalai Lama

Seja o Natal, um aniversário, o dia do pai ou da mãe, são muitas as ocasiões em que nos desdobramos para encontrar aquele presente perfeito para alguém que nos é muito próximo e muito querido. Porém, algumas das melhores prendas que podemos oferecer a quem mais amamos não se compram em lojas e, embora não possam ser embrulhadas e rasgadas com antecipação, podem ser, a longo prazo, prendas muito mais valiosas para quem as recebe.

A sua presença. Isto significa que passar tempo com as pessoas que ama deve ser uma prioridade e, se essas pessoas forem realmente importantes, encontrará tempo para elas. Pode ter de ajustar algumas coisas na sua vida, mas valerá a pena. No entanto, mais do que encontrar o tempo para estar com essas pessoas, é saber realmente estar com elas – o que significa que, estando na sua companhia, deve viver o momento em vez de estar a pensar no trabalho e de estar constantemente a verificar o telemóvel para ver se tem chamadas ou mensagens ou ainda a fazer outras tarefas. Em vez disso, deve deixar tudo de parte e concentrar-se no tempo que reservou para estar com esses familiares e/ou amigos – ouça-os, divirtam-se, esteja presente.


O seu amor. Esta prenda é, talvez, a mais óbvia da lista, mas também é demasiada importante para não merecer ser realçada. É crucial que diga às pessoas que ama… que os ama! Regularmente. É igualmente importante que demonstre esse amor, através das suas acções e gestos diários – abraços, beijos, sorrisos, momentos íntimos, dedicar-lhe um mimo especial, estar atento às suas necessidades e sentimentos… são pequenas coisas que têm um enorme significado.

A sua compaixão. Qual é a diferença entre a compaixão e o amor? É possível amar uma pessoa e não mostrar-lhe compaixão. Por exemplo, os pais conseguem amar e disciplinar os seus filhos em simultâneo, apesar de a compaixão ser, muitas vezes, mais importante do que a disciplina. Compaixão é ter empatia para com a pessoa amada, é tentar ver as coisas através dos seus olhos, é tentar compreender as dificuldades ou momentos mais difíceis que estão a viver… e depois, fazer o seu melhor para ser carinhoso, para ajudá-los a ultrapassar os obstáculos e voltarem a ser felizes.

Uma voz. Podemos dar tanto a uma pessoa simplesmente ao dedicar-lhe a nossa atenção, ao ouvi-la, ao mostrar que estamos realmente interessados naquilo que ela tem para dizer, porque é importante e respeita-o. Quantas vezes o nosso marido/mulher ou filhos não falam connosco só para receberem como resposta um aceno de cabeça pouco interessado ou um comentário que desvaloriza as suas palavras. Se der a essa pessoa uma voz, mostrando-lhe que as suas palavras têm valor e são importantes para si enquanto ouvinte, terá um impacto muito profundo nas suas vidas.

Um estilo de vida saudável. Quando passar tempo com as pessoas que ama, procure fazê-lo com actividades divertidas e saudáveis: uma caminhada, uma partida de ténis, jogging, jardinagem, passear o cão, etc. Quando comerem juntos, façam uma refeição deliciosamente saudável. Incorpore hábitos salutares no seu estilo de vida e motive as pessoas que ama a fazer o mesmo – pode salvar-lhes a vida.

Acreditar na pessoa amada. Simplesmente acreditar noutra pessoa e mostrar-lhe isso através das suas palavras e gestos, pode fazer uma enorme diferença. Estudos sobre pessoas que foram criadas em lares disfuncionais, mas que se tornaram adultos felizes e bem-sucedidos, mostram que todas elas tinham nas suas vidas um adulto especial que acreditava nelas. Faça isto não só pelas crianças na sua vida, mas também pelos adultos – apoie os seus sonhos, paixões e passatempos, ajude e motive-os, seja o seu maior fã. Independentemente de concretizarem ou não esses sonhos, o facto que alguém – você – acreditou neles é, de longe, o mais importante.

Texto: http://estadozen.com/artigos/as-6-melhores-prendas-que-podemos-dar-quem-amamos
Imagem: http://www.flickr.com/photos/julianagoes/3072822290/

Aí tem coisa...

Há algo estranho no ar!
Todos os desenhos animados que assisti hoje de manhã (e não foram poucos) abordavam direta ou indiretamente astronomia, viajens galáticas, astrologia e superstiçoes.
Também alguns dos portais de notícias que visitei hoje tinham algum link sobre o assunto, inclusive um quiz sobre astronomia.

Pesquisei no Google, mas nao encontrei algo que justifique tanta sincronia, se é isso mesmo que está acontecendo. Será algum importante movimento planetário, como a Volta de Saturno, que mais uma vez me pegou de surpresa? Será um teaser de 21/12/2012?

Medo. Da última vez que fui pega de surpresa pelos movimentos planetários, quase me acabo de susto.

O lado ruim da coisa boa

Para algumas pessoas, início de namoro é como uma entrega desconfiada.
É como se um estranho se aproximasse de você, te tocasse, invadisse teu espaço, tua rotina. E você curte tudo isso, mas ao mesmo tempo você se arma contra esse invasor, pronta para atacá-lo caso ele ouse destruir sua fortaleza. Para algumas pessoas, início de namoro é como um Cavalo de Tróia.

Não quero dizer que isso seja de todo ruim, porque para mim, início de namoro também é jogo de sedução. Mas nem sempre esse jogo surte o efeito desejado se uma das partes leva a importância do seu espaço muito a sério, e cria barreiras para a sua aproximação, como se entregar-se a alguém fosse um fardo insuportável, que vai extinguir seu direito de ir e vir.

Se for pra jogar, eu prefiro outras modalidades, não essa.

Namoro bom é namoro a dois, onde você abre espaço na sua agenda e deseja que o outro esteja lá, ocupando seu tempo, bagunçando suas idéias, e calibrando a máquina. Às vezes não te sobra tempo na agenda, mas isso não impede que você deseje a presença do outro, e demonstre isso. E é incrível como o tempo livre sempre aparece. Aceitar a presença do outro em sua vida não significa formalizar uma união estável ou declarar um amor platônico, significa apenas que duas pessoas podem estar se divertindo. Se não pode ser tão simples, então simplifique, e siga seu caminho.

A individualidade é importante para nos conhecermos, mas algumas vezes é a partilha que nos mostra o melhor que há dentro de nós.

Quem é você? Quem sou eu?

Como é o seu visual? Discreto, sexy, cult?
E a forma como você se comunica? Discreta, sexy, cult?
E seu perfil profissional? Discreto....?

Resumindo, se eu perguntar com qual rótulo você se identifica, você vai pensar por alguns segundos e responder: Ahh, depende!!
Depende da situação, depende da outra pessoa, do seu estado de ânimo, da estação do ano, e por aí vai.

Mas, e se alguém te desafiar a não seguir rótulos? A parar de tentar imitar a garota da revista, de tentar seduzir alguém com um visual ou um comportamento que não é seu, de controlar seus impulsos para não ser inadequada, e tudo o mais que fazemos porque representa o estilo que queremos adotar.
Difícil, né? Começa pela tarefa de identificar aquilo que fazemos por convenção do que fazemos por natureza.
Eu mesma não sei dizer se dou bom dia no elevador porque gosto que sorriam pra mim de manhã, ou porque quero que me achem educada.

Daí, resolvi fazer esse exercício mental, e me imaginar alheia a todas as convenções que os rótulos nos impõem, como uma pessoa que cresceu isolada da civilização, mas com o cabelo desembaraçado e noções básicas de higiene.
Imediatamente me imaginei a pessoa mais desinteressante do mundo. E é claro que eu deveria ser desinteressante! Estamos acostumados a adorar ou repudiar esteriótipos, mesmo que eles se tornem secundários com o tempo. É o sexy-appeal de alguém, é o sucesso de outro, a moda, ....

Gostaria muito de me interessar por pessoas apenas pelo que elas me acrescentam de bom, independente do rótulo que elas seguem, e me mostrar exatamente como sou, sem medo de decepcionar pela expectativa criada. E adoraria que fizessem o mesmo ao meu respeito.
Difícil, né? Como eu já disse, começa pela tarefa de identificar aquilo que nos agrada por convenção do que nos agrada por nossa própria natureza.

Imagem: http://www.flickr.com/photos/fre_natae/

Mães e filhos... e madrinhas

Sou madrinha de batismo de duas doces mocinhas e um garoto serelepe, e posso afirmar que é verdade quando dizem que madrinha é a segunda mãe.
Eu me preocupo, me encanto, faço planos e observo atentamente cada um deles, mas o que me faz "segunda mãe" é esse amor doido que tenho por eles, assim, de graça. Só lamento não ter tempo para dar mais atenção a meus afilhados. Sou uma segunda mãe amorosa, porém relapsa.

E sabem o que me deixa completamente boba? É quando alguém me diz que meus afilhados têm algum traço meu. As mães (comadres) fazem questão de reforçar as boas qualidades que seus filhos supostamente herdaram de mim. Se há defeitos, alguém está escondendo-os muito bem (as mães, as crianças, ou eu). Lá no sertão, dizem que isso é a "bênção da madrinha", que por sinal é a única coisa que anula praga de mãe, e uma das melhores formas de remover uma verruga. Adoro essas regras que as crendices populares criam.

Mas há também o outro lado da moeda, como quando uma das minhas afilhadas (de 12 anos) me repreendeu por não ter mais iniciativa com os rapazes. Me chamou de mole!!!!! E a mãe dela, como que querendo reforçar o sermão da filha, me disse toda orgulhosa:
- Ela já deu uns beijinhos num coleguinha. Pelo jeito não puxou a você.

Fiquei chocada. Pensei até que ia ficar de castigo.

101!!!

Gente do céu, minha lista de postagens publicadas já está com 101 posts!!!!!! Tô besta.

Nem eu sabia que escrevia tanto. Em outros tempos isso seria um indício de que preciso me ocupar de outras coisas, mas escrever aqui é uma das minhas atividades preferidas, e jamais seria sinônimo de tempo perdido para mim. Eu não escrevo por necessidade (embora me faça um bem imenso) ou por compromisso, mas por puro e descomunal prazer, mesmo quando estou down. O Munizices é minha terapia gratuita, e vocês são meus amigos terapeutas, que não me cobram a consulta (ops...)

Eu queria ter preparado algo para este momento, mas fui pega de surpresa. Sei lá, uns docinhos, uma decoração especial, um pequeno discurso de agradecimento. Por favor, não liguem a bagunça.

Tudo que posso oferecer agora é uma daquelas indicações malucas para curtir algum momento em especial. Então eu recomendo um fim de tarde na praia, ou em uma bela praça arborizada, cabelos recém lavados e chinelos de dedo, porque é assim que me sinto quando venho aqui.

E pra finalizar, uma daquelas músicas especiais, para pessoas especiais, como vocês: Can I Walk with You, de India Arie

P.S.: Infelizmente o youtube não permite mais incorporar este vídeo, por isso estou colocando só o link (http://www.youtube.com/watch?v=-IdedKhYqf0). Mas não deixem de vê-lo.

Pense...

Vi essa tirinha do Allan Sieber, e gostei. Se você não concorda com tudo, pelo menos pense no assunto.

Elephant Gun

A minha música do momento é Elephant Gun (tema de Capitu, na minissérie global de mesmo nome), da banda norte-americana Beirut. Segundo o blog Great DJ, "o som produzido pelo grupo é basicamente feito de violão, com batidas regulares e elementos de sopro para finalizar. A banda é simples por conta do folk, mas com arranjos complicados de violão, mas devido os seus nove integrantes e instrumentos nunca antes vistos, sai um som todo peculiar da banda".

Já comentei com alguns amigos que Elephant Gun é agitada e envolvente, como uma paixão rebelde, daquelas que te assanham os cabelos, mas sem arrancá-los.

Para ouvi-la, eu recomendo roupas de tecido molenga, um bom perfume, e uma deliciosa xícara de café com creme.


Um Ceia de Saber

Mais uma vez, Saramago:

"... Nestes dias em que se celebra o nascimento do Cristo, outra ideia me acudiu, talvez mais provocadora ainda, direi mesmo que revolucionária, e que em pouquíssimas palavras se enuncia. Ei-las.

Se é verdade que Jesus, na última ceia, disse aos discípulos, referindo-se ao pão e ao vinho que estavam sobre a mesa: “Este é o meu corpo, este é o meu sangue”, então não será ilegítimo concluir que as inumeráveis ceias, as pantugruélicas comezainas, as empaturradelas homéricas com que milhões e milhões de estômagos têm de haver-se para iludir os perigos de uma congestão fatal, não serão mais que a multitudinária cópia, ao mesmo tempo efectiva e simbólica, da última ceia: os crentes alimentam-se do seu deus, devoram-no, digerem-no, eliminam-no, até ao próximo natal, até à próxima ceia, ao ritual de uma fome material e mística sempre insatisfeita.

A ver agora que dizem os teólogos."

Só me resta tomar um antiácido para as falsas crenças.

A pior crise

"Crise financeira, crise económica, crise política, crise religiosa, crise ambiental, crise energética, se não as enumerei a todas, creio ter enunciado as principais. Faltou uma, principalíssima em minha opinião. Refiro-me à crise moral que arrasa o mundo e dela me permitirei dar alguns exemplos.

Crise moral é a que está padecendo o governo israelita, doutra maneira não seria possível entender a crueldade do seu procedimento em Gaza, crise moral é a que vem infectando as mentes dos governantes ucranianos e russos condenando, sem remorsos, meio continente a morrer de frio, crise moral é a da União Europeia, incapaz de elaborar e pôr em acção uma política externa coerente e fiel a uns quantos princípios éticos básicos, crise moral é a que sofrem as pessoas que se aproveitaram dos benefícios corruptores de um capitalismo delinquente e agora se queixam de um desastre que deveriam ter previsto.

São apenas alguns exemplos. Sei muito bem que falar de moral e moralidade nos tempos que correm é prestar-se à irrisão dos cínicos, dos oportunistas e dos simplesmente espertos. Mas o que disse está dito, certo de que estas palavras algum fundamento hão-de ter. Meta cada um a mão na consciência e diga o que lá encontrou."

por José Saramago

Amar é...

comentei aqui que a Marla de Queiroz consegue verbalizar muito do que sinto, porque escreve com intensidade e leveza ao mesmo tempo, e porque transborda todos seus sentimentos com facilidade. Hoje li mais um de seus textos, e mais uma vez encontrei, segundo suas próprias palavras, algo que "representa o tipo de relação que estou disposta a viver".

E me detendo a alguns trechos espaçados, pensei muito no que eu considero um amor sincero. Não me refiro apenas ao amor entre um homem e uma mulher, mas também ao amor entre pais e filhos, irmãos, e amigos.

"... Amar você é descobrir que alguns mergulhos são desnecessários, que algumas coisas existem para se conhecer só na superfície, dispensando dicionários, porque elas são simplesmente aquela estrada rasa feita pra se caminhar por cima e a esmo."

"... É poder ouvir exatamente o que foi dito sem procurar uma mensagem oculta, uma palavra mágica dissolvida no contexto ou outros indícios. É respeitar tuas vontades, tua inconstância, tuas dificuldades. É saber que uma meia-verdade pode ser a verdade mais sincera de cada um..."

"... É não deixar que nada corrompa nossas essências, porque nos queremos melhorar para o mundo, porque queremos embelezar nosso universo, porque queremos ser além das aparências."

"... É falar de amor usando a metáfora mais inocente. É também experimentar a simplicidade com que tudo pode ser vivido, até àquela hora em que o desejo dorme..."

Porque quando amamos com sinceridade dispensamos aquelas complicações que algumas pessoas fazem para transparecer algo maior do que realmente é, ou diminuir aquilo que nos preenche tanto, querendo negar a sua importância. Quando amamos, acho eu, simplificamos, não para os outros, mas para nós mesmos.

"... É saber que cada passo que dou será na direção que escolhi e que só terei o conforto da sua companhia se, por acaso, quiser seguir o mesmo rumo."

"... Amar você é amar aquilo que, de outra forma, jamais faria sentido: é abraçar teu passado, teus traumas, teus vazios, tuas confusões e angústias existenciais como quem abraça a um amigo. É agradecer profundamente, ao acordar, por esta pessoa inteira, que jamais será uma metade e que me escolheu para a soma, e que com todas as alternativas que teve, preferiu seguir comigo."

Finalmente, porque um amor sincero aceita o aceitável, discute o discutível, pondera o ponderável, e não se abala com isso. Não há condições, apenas escolhas. Um amor sincero não vê obstáculos para estar ao lado de quem ama. Se é bem vindo, simplesmente fica, e não se sente intruso.

A partir daí, não é preciso mais teorizar, metaforizar, elocubrar. Apenas amar.

Eu recomendo que leiam esse texto tantas vezes quanto necessário, apenas mentalizando um amor diferente: de um(a) namorado(a), de um irmão, pai, mãe, filho ou amigo.
O texto completo está aqui.

Mensagem para Você

Olá, você está aí?
Estava esperando você chegar. Já faz tempo que nos comunicamos, e eu ainda não havia dirigido uma palavra, escrita ou falada, para você.
É verdade, nos comunicamos apenas em pensamento. Um pouco solitária essa forma de contato, mas tão envolvente quanto um "olho-no-olho".

Lembra quando bateram no meu carro, e chorei compulsivamente pela atitude egoísta do motorista? Eu senti que você se preocupou comigo naquela noite.
E da minha última desilusão amorosa? Achei que você estava angustiado por não poder me amparar. Quase sinto a sua mão no meu ombro.
E quando passei três dias visitando minhas tias, rindo dia e noite? Também senti que você estranhou tanta alegria, e ficou levemente irritado. Seria inveja das nossas gargalhadas?

Do meu lado, lembro que algumas vezes senti um aperto no coração, e achei que você estava em apuros, querendo desabafar com alguém.
E quando senti uma leve insegurança, e ao mesmo tempo felicidade, porque achei que você estava apaixonado por alguém? Tive medo de nosso elo se romper, e você não ter mais pensamentos para mim.

Poxa, nem sei se você é amigo ou amiga, solidário ou curioso, real ou apenas um desejo da minha mente desocupada. Mas adoro imaginar que você esta aí, seja lá onde for, para me mandar aquela energia boa quando preciso, e para receber de mim aquilo que eu posso dar de melhor a alguém: minha sincera amizade.

E se nossa afinidade é assim justamente porque nos conhecemos apenas em nossa imaginação, que assim o seja, porque a realidade não é necessária quando o coração está no comando. Não há forma, cheiro ou voz conhecida. Há apenas sintonia.

Qualquer semelhança não é mera coincidência

Quem acha que pessoas do mesmo sangue nem sempre são parecidas, talvez precise olhar com mais atenção, como eu. Não me refiro apenas aos traços físicos, mas principalmente aos cacoetes e trejeitos, típicos de quem conviveu e assimilou características de outras pessoas. As semelhanças são tantas que, às vezes, idéias completamente contrárias, ditas praticamente da mesma forma, confundem o interlocutor a ponto de parecerem praticamente a mesma idéia. É a nossa herança familiar, que vai além da genética.

Há algumas semanas recebi a visita de três tios, irmãos do meu pai. Até então eu não havia me dado conta de tantas semelhanças entre eles. Me diverti bastante, em silêncio, maravilhada com os pequenos detalhes. Eles, meu pai, e os demais tios são o retrato do meu avô, que junto com meus tios-avós, devem ter assimilado os trejeitos de meus bisavós, assim como eu, meus irmãos e primos assimilamos os trejeitos de nossos pais e tios. Até o filhinho adotado da minha tia já tem semelhanças quase físicas com a nossa família.

Tão gostoso que, no meio de uma conversa super séria entre eles, eu fiquei completamente alheia ao assunto, e só observei as suas formas de falar, as expressões. Não consegui disfarçar um sorriso no rosto, enquanto eles declamavam um rosário de doenças pelas quais alguém estava padecendo. Vez por outra , meu tio me olhava com o canto do olho, provavelmente estranhando a expressão do meu rosto. Tudo culminou quando alguém disse "Vai morrer, vai morrer!!", bateu as palmas das mãos no ar e olhou para o chão, balançando a cabeça. Adorei. Essa é a maneira que família tem de sentenciar alguém à morte. Isso deve estar nos genes.

Sorte de Hoje

Sorte de hoje no Orkut: Quem se apaixona por si mesmo não tem rivais.

Como assim? E como fica meu instinto de competição?
Se bem que, com esse meu dedo podre, não dou 1 semana pra eu descobrir que já sou comprometida.

Adeus Chato Velho, Feliz Chato Novo

Sempre que as festas de fim de ano chegam, eu me sinto impelida e festejar, mas quase sempre me deparo com aquela letargia parecida com a de fim de férias ou a de um trabalho exaustivo. E por mais que eu tente, é a retrospectiva do ano que se vai que mais ocupa minha mente. Isso me deprime, porque me faz pensar no que eu poderia ter feito de diferente caso tivesse idéia do que estaria por vir. Não que eu lamente (constantemente) os atos passados, ou me martirize imaginando o que poderia ter sido de outra forma, mas por aquela vontade de me antecipar, e também, claro, de me proteger do que o destino me reserva. Além disso, aquele estresse detestável que aplaca todos. Poxa, por que o fim de um ano tem que ser tão agoniante? Por que precisam matar perus (aves completamente indiscretas), fazerem veados voarem, lotarem os shoppings e os bares, inventarem mil e uma mandingas pra dar sorte, e exibirem centenas de especiais de TV que contam a mesma historia? Por que o ano simplesmente não morre serenamente, sem todo aquele alvoroço? Parece morte de pobre escandaloso.

E depois que o pobre escandaloso se vai, chega o ano novo. E aí, mais parece rico esnobe com depressão pós-parto. Os primeiros dias de cada ano estão sempre cheios de mormaço, as pessoas parecem ressacadas, e toda aquela produção de fim de ano detonou o seu cabelo. Nossa, e como está quente, e como o relógio está lento, e como estou chata e molenga!!

Mas não achem que isso é algo extraordinário, porque eu tenho essa mesma sensação todos os anos. Esse é um dos meus banzos de estimação, que eu interpreto como uma pane geral, seguida de uma interrupção no sistema, necessários para que eu reinicie a produção de energia. Por isso tudo demora a acontecer entre os meses de dezembro e janeiro (incluindo esse texto, que foi iniciado antes do Natal). Eu travo.

P.S.: E nem adianta virem me falar de esperança e renovação. Só haverá esperança quando eu terminar de pagar minhas contas, e renovação quando eu tiver minha fantasia de carnaval. E viva o mal-humor.

P.S2: Tenho a impressão de que já ouvi dizer que mal-humorados assumidos são até interessantes. São?

Força para Continuar

É muito chocante ver a situação do povo catarinense, mas eu não gosto de sentir de pena de alguém. Eu gosto de ver gente forte e positiva enfrentar seus problemas com o peito erguido e fé no amanhã.

Mas também sei que muitas vezes as circunstâncias são difíceis demais até para recomeçar. E são exatamente nestas circunstâncias que a solidariedade preenche o vazio que nos aplaca e nos dá forças para continuar.
Ser solidário é ser grato a Deus por tudo de bom que Ele te deu.

Eu já fiz minha contribuição em dinheiro, e faria mais se estivesse por lá. Se você também quiser ajudar, a Defesa Civil de Santa Catarina informa que há contas bancárias para receber doações. As contas são:

- Banco do Brasil
Agência: 3582-3
Conta corrente: 80.000-7

-
BESC
Agência: 068-0
Conta Corrente: 80.000-0

- Caixa Econômica
Federal
Agência: 1877
Operação 006
Conta 80.000-8

- Bradesco
Agência: 0348-4
Conta Corrente: 160.000-1

- Itaú S/A
Agência: 0289
Conta Corrente: 69971-2

O nome da pessoa jurídica é Fundo Estadual da Defesa Civil, e o CNPJ é 04.426.883/0001-57.

Abaixo, um belo texto que recebi agora a pouco, por email:

COMEÇAR DE NOVO

Eu tinha medo da escuridão
Até que as noites se fizeram longas e sem luz

Eu não resistia ao frio facilmente
Até passar a noite molhado numa laje

Eu tinha medo dos mortos
Até ter que dormir num cemitério

Eu tinha rejeição por quem era de Buenos Aires
Até que me deram abrigo e alimento

Eu tinha aversão a Judeus, e Árabes
Até darem remédios aos meus filhos

Eu adorava exibir a minha nova jaqueta
Até dar ela a um garoto com hipotermia

Eu escolhia cuidadosamente a minha comida
Até que tive fome

Eu desconfiava da pele escura
Até que um braço forte me tirou da água

Eu achava que tinha visto muita coisa
Até ver meu povo perambulando sem rumo pelas ruas

Eu não gostava do cachorro do meu vizinho
Até que naquela noite eu o ouvir ganir até se afogar

Eu não lembrava dos idosos
Até participar dos resgates

Eu não sabia cozinhar
Até ter na minha frente uma panela com arroz e crianças com fome

Eu achava que a minha casa era mais importante que as outras
Até ver todas cobertas pelas águas

Eu tinha orgulho do meu nome e sobrenome
Até a gente se tornar todos seres anônimos

Eu não ouvia rádio
Até ser ela que manteve a minha energia

Eu criticava a bagunça dos estudantes
Até que eles, às centenas, me estenderam suas mãos solidárias

Eu tinha segurança absoluta de como seriam meus próximos anos
Agora nem tanto

Eu vivia numa comunidade com uma classe política
Mas agora espero que a correnteza tenha levado embora

Eu não lembrava o nome de todos os estados
Agora guardo cada um no coração

Eu não tinha boa memória
Talvez por isso eu não lembre de todo mundo

Mas terei mesmo assim o que me resta de vida para agradecer a todos

Eu não te conhecia
Agora você é meu irmão

Tínhamos um rio
Agora somos parte dele

É de manhã, já saiu o sol e não faz tanto frio

Graças a Deus
Vamos começar de novo.

Anônimo

Prévias Natalescas

- Ontem eu finalmente senti o cheiro do Natal deste ano. Foi quando saí do trabalho, e vi o prédio onde trabalho com uma decoração natalina bem simples, mas alegre. A muito que decorações de shoppings não me encantam.

- Fui dormir pensando em formas de decorar minha casa para o Natal, sem gastar mais de R$10,00. Será que consigo?

- Antes eram apenas os 24 primeiros dias de dezembro, agora são os de novembro também. Tudo agora é prévia natalesca.

Frivolidade Consumista

Tudo começou quando eu disse a mim mesma que não faria compras neste fim de ano. Nada de lojas abarrotadas e mais linhas na fatura do cartão de crédito. Isso porque meus armários estão abarrotados de coisas, algumas praticamente sem uso. Haja bazar pra resumir aquilo tudo ao realmente útil e necessário.
Além disso, e principalmente, uma vontade pessoal de me desligar dessa frivolidade consumista. Eu sei que não chego a ser tãããão consumista assim, mas o pouco que sou faz me sentir pequena quando penso no que eu poderia fazer de bom e útil com o dinheiro que já gastei pelo puro prazer de gastar.

Mas vão se aproximando as festas de fim de ano, as confras, as viagens, e junto aquele hábito de querer tudo novo, como se isso fosse condição para algo dar certo, ou valer a pena, ou fluir melhor do que com o que você já tem. Cheguei ao cúmulo de comentar que meu fim de ano seria triste porque eu não estava fazendo compras. Naquela hora eu só conseguia me lembrar de como é gostoso o sabor do consumo. Quantas vezes nos dopamos com esse sabor pra compensarmos um dia ruim, ou comemorarmos um dia ótimo?

Então recebi este vídeo, que fala exatamente sobre nossa relação com o consumo, e de como a sociedade nos instiga a comprar, comprar e comprar. Me chamou mais atenção o trecho entre os minutos 11 e 15, que fala de como as tendências de consumo estão continuamente mudando para nos forçar a renovar nosso guarda-roupa, nossa casa, nossos hábitos, e que usar os hits da moda passada faz nos sentirmos errados ou desinteressantes. O documentário menciona as palavras do analista de vendas Victor Lebaux, ditas pouco depois da Segunda Guerra Mundial: “A nossa enorme economia produtiva exige que façamos do consumo o nosso modo de vida, que tornemos a compra e uso de bens em rituais, que procuremos nossa satisfação espiritual, a satisfação do nosso ego, no consumo. Precisamos que as coisas sejam consumidas, destruídas, substituídas e descartadas em um ritmo cada vez maior”.



"The Story of Stuff" ("A História das Coisas") é um
documentário de 20 minutos produzido pela InfoNature.Org. Muito bom.

São tantas coisas que saíram de moda, e quando voltaram pouco se adequavam ao novo "style" por pequenos detalhes (porque não tinham a cor da estação, ou a proporção adequada). E assim, continuamos a contribuir pra esse ciclo vicioso "viver para comprar x comprar para viver". E tome crise existencial.

Que vergonha de mim mesma.

Agora estou exercitando alguns mantras, pra não esquecer de que não preciso seguir estas tendências pra me sentir bem, principalmente se me lembrar de tantas pessoas que acabam parecendo ridículas quando levam estas frivolidades muito a sério. Também não quero esquecer que eu curto mesmo é a beleza das coisas, e não o que elas representam (materialmente). E se a vontade de TER falar mais alto, então por quê não tentar FAZER por conta própria? Às vezes isso libera mais dopamina do que apenas adquirir.

Temporada de Sonhos reaberta

Sonhos malucos são comigo mesmo. É comum que eu acorde aos risos com meus sonhos, principalmente quando é um pesadelo que se transforma numa piada. Já havia algum tempo que eu não sonhava algo assim, mas parece que a temporada de sonhos malucos voltou. :)

Ontem mesmo eu sonhei que tinha abas pelo corpo, daquelas de bonecas de papel, e elas nem sequer dobravam. Nossa, que coisa incômoda. Daí eu fui ao cirurgião plástico, claro, mas ele me disse que não poderia removê-las, porque elas não tinham o picotado.

Nós nunca estamos satisfeitas com o que temos

Teve também o do elevador. Eu sonhei que estava apressadíssima, entrei no elevador e apertei rapidamente o botão do meu andar. Então, o elevador acelerou, acelerou e capotou na curva do 3º andar!!!!! Que absurdo, eu não sabia que tinha um curva ali!!!
Imaginem o meu desespero!


Outro clássico dos sonhos foi o da invasão extraterrestre. Esse tinha tudo para ser um pesadelo e tanto. Eles eram horríveis, pareciam aranhas gigantes asquerosas, que sugavam nosso sangue e expeliam uma gosma horrível. Ai que horror!!! Então um grupo delas me encurralou, eu estava completamente perdida e apavorada, e uma delas falou comigo... mas ela era FANHA!!!!! Pense numa decepção. Eu lá, preparada pra uma morte cinematograficamente terrível, e me aparece uma aranha fanha e que babava. Eu não sei se as outras aranhas também eram fanhas, mas para mim toda aquela civilização extraterrestre ficou desmoralizada.

E pra finalizar, meu preferido: o Sonho do Tarado.
Naquela época apareceu um boato de que havia um tarado à solta no campus da UFPE. As alunas evitavam andar sozinhas pelo campus. Nessa mesma época, a empresa onde eu estagiava estava negociando a mudança para um edifício comercial no centro da cidade. E eis o sonho:

Eu estava assistindo TV, e aparecia a propaganda deste edifício. Um homem anunciava as salas comerciais à venda.
- Venha conhecer nossas maravilhosas salas. E aproveite a nossa espetacular promoção para os primeiros compradores: o exclusivo Túnel contra Estupros.

Daí a TV mostrava um túnel super iluminado, asfaltado e devidamente sinalizado, e uma mulher correndo por ele, bem ao estilo "A Indomada". E o homem continuou, com toda aquela empolgação típica dos anunciantes.
- Mas se mesmo assim você for pega, nós temos este quarto inteiramente decorado para sua comodidade!!

E então, de uma lateral do túnel, abria-se uma porta, que dava para um quarto de motel de 5ª categoria, com cama redonda e leçóis de cetim!!!!! E a mulher que estava correndo pelo túnel deitada lá, fazendo sinal de ok!!!!!


Ainda bem que o tarado não apareceu no meu sonho. Até ele deve ter ficado constrangido.
E antes que alguém me pergunte, é NÃO!! Eu não estava torcendo para encontrar o tarado. Eu estava com medo, mas parece que meu subconsciente concorda com a Marta Suplicy.

Boa Dica

Dicas valisosas do http://decoeuracao.blogspot.com/ (um dos meus blogs de decoração prediletos):

"Não tem uma gravura bacana pra colocar na parede? Escolha sua frase favorita, um texto que você gosta. Português, inglês, japonês, mas tem que ser algo que você entenda. E que você acredite. Senão são só palavras desenhadas."


Em busca da imperfeição

Ultimamente tenho pensado bastante em pequenas imperfeições, e gosto cada vez mais delas. Como consequência, estou menos paciente com as coisas e pessoas perfeitinhas demais. Gosto das pequenas imperfeições que nos fazem mais naturais, mais humanos. E me inquieto com aqueles estereótipos de beleza e comportamento irretocáveis, assim, meio "barbie", meio "anjo", meio "CMM5".

Mas não é a perfeição em si que me impacienta, e sim a busca incessante por ela.

Me impacientam as pessoas que não se admitem menos belas do que uma capa de revista, que no fundo desejariam ser photoshopadas a cada troca de roupas, escondendo seus possíveis defeitos como provas de um crime. É como se a insistência em ter o todo perfeito, eliminasse a parte que mais interessa. E o resultado, pelo menos aos meus olhos, é que embora algumas sejam até muito bonitas, quase sempre são enfadonhas e insossas. Meus olhos mais se chocam do que admiram.

Gosto mesmo é das pessoas que se aceitam como são, e transformam aquelas pequenas imperfeições em características próprias, em marcas que as destacam dos demais. Aquelas sardas no rosto, aquela falha na sobrancelha e, acreditem, até mesmo aquela barriguinha levemente alcochoada, podem se mostrar excelentes armas de sedução, se usadas com naturalidade e boa auto-estima. E, cá pra nos, é bem mais gratificante saber que seu charme é aquela marquinha de nascença, que está em você o tempo todo, ao invés daquela maquiagem ou daquela roupa, que nem sempre te acompanham quando você mais precisa.

Também gosto cada vez mais das pessoas que não sem obrigam a serem socialmente perfeitas, e que não precisam se mostrar exemplos de conduta e comportamento. Não quero dizer que prefiro as doidivanas ou as revoltadas, ou que não existam pessoas cujos princípios sejam irretocáveis. Quero apenas dizer que pessoas que necessitam da aprovação 100% positiva dos outros são, no mínimo, tediosas.

Por exemplo, eu gosto de pensar na Cinderela como uma menina que não soube se impor sobre a madrasta, mas que foi à forra quando passou um pito nas irmãs e deu uns pegas no príncipe, e com direito a roupa de gala, pra matá-las de inveja. Imaginem os pulos que ela deu quando voltou do baile, deliciando-se com sua vingança "a la malhação"? Que Princesa da Disney que nada!

Poxa, há defeitozinhos que fazem as pessoas te acharem engraçado e acessível, ou que simplesmente permitem que alguém debata com você, te questione, ou até aprenda com você. É aquela falta de compostura quando nos sentimos lesados, mas que surte efeito; é aquela teimosia sobre suas crenças, mas que também te protegem de abismos existenciais; é aquela falta de opinião sobre determinados assuntos, que te salva das idéias preconcebidas; aquela indiferença à opinião alheia; aquele humor negro; aquela preguiça; aquele ciúme das suas coisas. Tudo isso parece incômodo à primeira vista, mas marca sua personalidade e, quem sabe, te faz mais interessante.

Cultive seus defeitos de estimação. Se eles forem muito agressivos, mantenha-os domados, mas não os elimine. Acredite que cada um de nos é uma combinação única de qualidades e defeitos, que nos torna simplesmente... perfeitos.

A nova arma

Eu precisava mostrar isso a alguém. :D
Este é o Pillow-Fight Pillow, a arma que me faltava para derrotar meus irmãos. Não que eu não consiga derrotá-los sem ela. É que demonstrar poderio bélico intimida que é uma beleza.

Se você nunca travou uma guerra de travesseiros, entao você nao viveu (nem morreu.. na guerra... de travesseiros).

Era uma vez um "SE"

Era uma vez uma moça que ficou encantada com um rapaz, e achava que era correspondida. Rolava um "sei lá o quê" quando se viam. Ainda não era uma paixão arrebatadora, mas tinha grande potencial para ser. Até parecia que pequenas descargas elétricas aconteciam quando seus braços se tocavam, assim, por acidente. Eles conversavam de vez em quando, soltavam suaves indiretas sobre seus sentimentos, ela ficava ruborizada, e ele gaguejava um pouco. Ambos falavam de seus planos mirabolantes, e sempre perguntavam o que o outro faria, como se dissessem "Você vem comigo?". Mas nunca passaram disso, sabe-se lá o porquê. Porque tinham medo do sentimento não ser mútuo, porque tinham medo do que aquilo poderia vir a ser, ou porque esperavam que o outro tomasse a iniciativa. Acabaram esquecendo um do outro, e tomando rumos diferentes. Mas sempre que se viam, soltavam aquele suspiro, e pensavam "Ahh, se tivesse acontecido".

Era outra vez, num reino distante, um rapaz que conhecia uma moça muito tímida, até meio esquisita, mas que o encantava de alguma forma. Ele próprio também era muito tímido, e assim não poderiam se aproximar. Estavam fadados a nunca se comunicarem, a nunca estarem próximos um do outro. Mas os seres místicos que costumam aparecer nos bailes de carnaval gostam de pregar peças, e o moço tímido se viu dançando com a moça tímida, como num passe de mágica. O que fazer naquele momento? Ambos não sabiam como agir, afinal os encantamentos são passageiros e não caía bem dançar marchinha de carnaval abraçadinhos. Não tiveram dúvidas e se beijaram rapidamente. A história poderia acabar ali com um final feliz, se o feitiço da timidez não fosse mais forte. Embora desejassem, nossos heróis não conseguiam se dirigirem a palavra novamente. Cada um na sua torre. O tempo passou, e outras pessoas venceram os encantamentos que os adormeciam. Deste conto sobraram apenas rápidos olhares à distancia, e aquela dúvida: "E se eu tivesse falado primeiro?".

Era uma vez uma moça e um rapaz que pareciam terem sido feitos um para o outro. Ambos enxergavam no outro várias qualidades, e demonstravam satisfação com a presença do amigo. Ela tinha a candura que ele admirava numa mulher. Ele tinha a alegria que ela queria num homem. Mas eles não queriam, ou não conseguiam, se aproximarem como namorados. Os amigos de ambos tudo faziam para uni-los, mas nada funcionava. Alguns chegavam a sonhar com as bodas do casal, e com a possibilidade de serem padrinhos. Se pudessem, os amigos, tomariam a iniciativa, convidariam, declamariam, insistiriam, e fariam tudo mais que fazem os apaixonados para conquistarem seus amores. Mas não podiam. E ficavam os amigos apenas suspirando, e imaginando: "Ai ai, se eles se dessem bola".



Imagem: http://ivanerix.zip.net/
Vídeo: Carnival, The Cardigans (olha a tradução aqui)

Para minha mãe

Um vídeo lindo, que parece ter sido feito pra mim. É exatamente assim quando penso na minha mãe: minha professora, protetora, conselheira, amiga e cúmplice de todas as horas.
Pra algumas coisas não é preciso palavras, apenas emoções.



Mãe, quando eu crescer quero ser igual à senhora.